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Mandela: "Longo caminho para a liberdade"

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Mandela: "Longo caminho para a liberdade"

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“Longa caminho para a liberdade” é o título português do filme biográfico que acaba de estrear nas salas portuguesas sobre o herói anti-apartheid da África do sul. Mas foi também uma das frases-chave da benção pelo bispo sul-africano Dabula momentos antes de os restos mortais de Nelson Mandela descerem à terra, no cemitério de Qunu, a aldeia onde Mandela passou uma boa parte da infância e onde confessou ter vivido os melhores momentos dos seus 95 anos de vida.

Tal como desejou, o primeiro presidente negro da África do Sul foi sepultado ao lado do pai e de três filhos que viu morrer de forma precoce. Perante 450 pessoas, incluindo família, representantes governamentais de todo o Mundo e várias personalidades de diversas áreas, o enterro do popular Madiba foi o culminar de dez dias de cerimónias fúnebres, que se prolongaram desde a fatídica noite de quinta-feira, 5 de dezembro.

“Descansa em paz. O teu foi, sem dúvida, um ‘longa caminho para a liberdade’. Agora conseguiste a última libertação para junto do teu todo-poderoso Criador”, afirmou o bispo Dabula, antes de encerrar a bênção com o tradicional “Ámen.”

A cerimónia, como estava anunciado, teve honras de Estado. Foi disparada uma salva de 21 tiros de canhão. Helicópteros com bandeiras sul-africanas e jatos de combate oriundos de Pretória sobrovoaram a região rural de Qunu enquanto os restos mortais de Nelson Mandela desciam à terra. Enterrou-se o corpo, mas a imagem sorridente do homem que derrubou o Apartheid promete manter-se bem viva, sobretudo, no coração do povo da África do Sul.