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Cientistas lêem ADN humano com 400 mil anos

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Cientistas lêem ADN humano com 400 mil anos

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Pela primeira vez, cientistas conseguiram ler material genético humano com cerca de 400 mil anos.

Uma equipa internacional de investigadores usou técnicas inovadoras para extrair e sequenciar o ADN de humanos primitivos.

Os restos fósseis foram encontados em Atapuerca, perto de Burgos, no norte de Espanha.

Os resultados voltaram a complicar a visão que os cientistas tinham da evolução humana.

Até agora, o mais antigo material genético humano sequenciado era o dos neandertais que desapareceram da Europa há cerca de 30 mil anos.

“Não havia dados sobre estas antiguidades mas graças a esta metodologia nova e ao sítio excepcional de Atapuerca conseguimos chegar a um passado muito remoto”, disse Juan Luis Arsuaga, vice-diretor do sítio arqueológico de Atapuerca.

Os cientistas compararam o ADN mitocondrial antigo da gruta espanhola com o dos neandertais, o dos deni-sovanos, o dos grandes símios e o dos humanos modernos.

Ao contrário do que era esperado, o ADN antigo de Espanha está mais próximo do ADN dos asiáticos denisovanos do que do dos europeus neandertais.

Mas a investigação ainda não terminou e para perceber a descoberta os cientistas terão de continuar a sequenciação do ADN.

“A descoberta permite conhecer melhor como ocorreu a evolução dos Neandertais e a da nossa espécie e perceber as relações evolutivas entre espécies e linhagens neste período distante de há quase meio milhão de anos”, acrescentou o responsável.

O sítio Arqueológico de Atapuerca é considerado partrimónio mundial da Humanidade e possui a maior coleção de vestígios de hominideos do mundo.