Última hora

Última hora

Zona euro: Retoma ganha força mas ainda é frágil

Em leitura:

Zona euro: Retoma ganha força mas ainda é frágil

Tamanho do texto Aa Aa

A retoma da zona euro ganha força. O índice Markit de gestores de compras do setor industrial e dos serviços subiu, em dezembro, para 52,1 contra 51,7 em novembro.

É a segunda leitura mais elevada desde meados de 2011. Os dados deixam antever um crescimento de duas décimas no quarto trimestre e mais uma vez graças à Alemanha, enquanto a França afunda.

O BCE reconhece que a retoma é frágil.

Após o corte na taxa de juro de referência para um novo mínimo histórico, em novembro, face ao Parlamento Europeu, Mario Draghi pede paciência para ver os efeitos da política do BCE: “Leva um certo tempo para a política monetária ter efeito nos preços e na produção. Demora um pouco até a política monetária ter efeitos na economia real. Para além disso, temos muitos meios para lidar com a deflação. Não vejo, como disse, esse risco agora, mas estamos conscientes de que existe”.

Entretanto, Mario Draghi perde um aliado de peso. Jörg Asmussen abandona o Conselho de Governadores do BCE para integrar o governo alemão, enquanto secretário de Estado no Ministério do Trabalho.

Entre Draghi e Asmussen eram também conhecidas as divergências. E foi com um meio sorriso, que o presidente do BCE considerou a contribuição de Asmussen “inestimável” e disse que vai sentir a falta em termos pessoais.

A Alemanha terá agora nomear outro representante. Sabine Lautenschläger , vice-presidente do banco central alemão, é o nome mais evocado. Conta já com o apoio de Wolfgang Schauble mas é uma das vozes que contesta a política monetária implementada por Mario Draghi.