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Alemanha: O novo executivo de Merkel e da discórdia cristã

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Alemanha: O novo executivo de Merkel e da discórdia cristã

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Angela Merkel sorriu ao ser reconduzida na manhã desta terça-feira para um terceiro mandato como chanceler da Alemanha. Mas a verdade é que o voto de confiança do Bundestag foi afetado pelos muitos sapos que Merkel se viu obrigada a engolir para formar a nova coligação de governo com a principal oposição, o Partido Social Democrata (SPD), e que estão, de certa forma, a criar divisões dentro da própria Coligação Democrática Cristã (CDU), o partido da Chanceler.

Merkel, ainda assim, recebeu muitas flores e muitos cumprimentos no Bundestag. A votação, contudo, é que não lhe terá dado tudo o que ela esperava. Mais de 20 deputados desta nova coligação votaram contra Merkel, no que pode ser visto como um sinal de que nem está tudo bem no “reino cristão”… da Alemanha.

O acordo para o novo executivo ficou fechado no sábado. O SPD ocupa seis dos 14 ministérios que compõem o governo; o habitual aliado da CDU, a União Social Cristã (CSU), fica com três; e o partido da Chanceler lidera cinco, mais a Chancelaria Federal.

Sigmar Gabriel, o líder do SPD, surge como o novo “superministro” da Alemanha, ao acumular a vice-chancelaria com a pasta da Economia. Ursula von der Leyen, que, curiosamente, tem sete filhos, será a primeira mulher a liderar a Defesa alemã. Destaque ainda para o mais jovem ministro do novo executivo, que é Manuela Shwesig, de 39 anos, que vai liderar a pasta da Família, isto, num total de cinco ministérios liderados por mulheres neste novo executivo.

De fora da foto oficial do novo executivo alemão ficou Aydan Ozoguz, que, tudo indica, será a primeira mulher de origem turca a fazer parte de um governo alemão como secretária de Estado da Migração, Refugiados e Integração.

Apesar dos sorrisos na primeira foto oficial do executivo, são dias difíceis os que parecem esperar Angela Merkel neste terceiro mandato à frente da Alemanha.

Os novos ministros de Merkel:

Economia e Vice-Chanceler – Sigmar Gabriel, 54;
Finanças – Wolfgang Schäuble (CDU), 71;
Negócios Estrangeiros – Frank-Walter Steinmeier (SPD), 57;
Defesa – Ursula von de Leyen (CDU), 55 anos;
Trabalho – Andrea Nahles (SPD), 43;
Interior – Thomas e Maizière (CDU), 59;
Saúde – Hermann Gröhe (CDU), 52;
Educação – Johanna Wanka (CDU), 62;
Agricultura – Hans-Peter Friedrich (CSU), 56;
Transportes e Infraestruturas – Alexander Dobrindt (CSU), 43;
Desenvolvimento – Gerd Müller (CSU), 58;
Ambiente – Barbara Hendricks (SPD), 61;
Justiça – Heiko Maas (SPD), 47.
Família – Manuela Schwesig (SPD), 39;

Chancelaria Federal – Peter Altmaier (CDU), 55