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Irão admite rever pena de morte

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Irão admite rever pena de morte

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O Irão executou 529 pessoas este ano, incluindo mais de 300 desde a tomada de posse do novo presidente Hassan Rouhani, o que vem abalar a imagem de moderação do novo chefe de Estado.

Depois do nuclear, foi a vez da questão dos direitos humanos estar em cima da mesa, nos encontros entre o governo do Irão e os enviados do Parlamento Europeu que estão a estudar o possível levantamento das sanções.

“Penso que devemos rever a questão da pena de morte, no que toca ao tráfico de droga. Substituí-la por uma luta mais eficaz contra o tráfico. Penso que a União Europeia pode ajudar neste esforço coletivo”, disse Mohammed-Javal Larijani, presidente do conselho governamental para os direitos humanos.

Diz Tarja Cronberg, chefe da delegação do PE: “Os iranianos têm a sensação que lhes aplicamos dois pesos e duas medidas, ao serem criticados por coisas que também acontecem noutros países. Nós tentámos explicar-lhes que o Parlamento Europeu também critica a pena de morte em países como os Estados Unidos ou a China”.

O homicídio, o tráfico de droga e a violação são os crimes que mais vezes originaram condenações à morte no ano que está a acabar, mas a verdade é que o Irão continua a fazer execuções por razões políticas ou religiosas. Reportagem do enviado especial da euronews ao Irão, Olaf Bruns.