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O beijo de Klimt e a crueldade da guerra na Síria

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O beijo de Klimt e a crueldade da guerra na Síria

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Tamman Azzam cruza as obras-primas da pintura ocidental com o cenário de destruição de um país em guerra.

O artista sírio tornou-se conhecido graças à obra “Freedom Graffiti”.

Trata-se da fusão entre a pintura “O beijo” de Gustav Klimt com as imagens do colapso de um edifício em Damasco.

A fotografia da obra tornou-se viral na Internet: de uma lado, a intimidade dos amantes, do outro, a crueldade da guerra.

“A obra fala da relação entre tragédia e comédia e da possibilidade da arte numa situação de guerra. Fala de esperança e de como lutar contra a guerra com uma pintura que fala de amor. Usei a obra de Klimt porque é famosa, com um gesto artístico é possível chamar a atenção das pessoas”, disse o artista sírio.

Tammam Azzam vive e trabalha no Dubai. É a partir do exterior que segue os trágicos acontecimento na Síria.

“A arte não faz sentido para as pessoas que estão agora na Síria porque a morte rouba cada momento. Mas eu sou artista, não sou soldado, é a minha forma de lutar”, acrescenta Azzam.

A exposição pode ser visitada na Galeria Ayyam em Londres até 30 de Janeiro de 2014.