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Tunísia: Aniversário da "Primavera Árabe" sob protesto

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Tunísia: Aniversário da "Primavera Árabe" sob protesto

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Passam três anos sobre o início do que ficou conhecido na Tunísia como “Primavera Árabe”. A revolução, contudo, não teve os efeitos no país que os tunisinos esperavam e as dificuldades continuam, nomeadamente o alto desemprego.

Um pouco por todo o país, os tunisinos saíram para as ruas em manifestações organizadas. Nomeadamente, Sidi Bouzid, a cidade onde tudo começou a 17 de dezembro de 2010, quando Mohamed Bouazizi se imolou com fogo, em protesto contra a pobreza e a atuação da polícia na altura. Desse episódio resultaria a revolução e atos de violência que se prolongaram pelo anos.

A Tunísia não voltou a encontrar a estabilidade e a pobreza mantém-se. A sociedade tunisina está dividida. Em Tunes, a capital, houve também esta terça-feira uma manifestação pela ala islâmica dos tunisinos, em que se gritou pelo regresso da lei muçulmana ao país.

O próprio governo tunisino reflete a instabilidade do país. No sábado, o antigo ministro da Indústria, Mehdi Jomaa, foi nomeado como sucessor de Ali Larayedh no lugar de primeiro-ministro e vai liderar um executivo de transição, que é apresentado esta quarta-feira e que visa preparar as eleições legislativas previstas na Tunísia para 2014.

Enquanto decorriam as manifestações, também na capital o presidente tunisino Moncef Marzouki liderou uma singela cerimónia a assinalar o terceiro aniversário da “Primavera Árabe” e aproveitou para apelar ao povo para não protestar, mas agradecer o que foi feito. “É preciso reconhecer que nós, de facto, conseguimos muitas coisas”, sublinhou.