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UE regula mercado do cigarro eletrónico

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UE regula mercado do cigarro eletrónico

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A UE chegou a um acordo para uma regulação para o cigarro eletrónico. Os Estados membros confirmaram esta quarta-feira o acordo definido no Parlamento Europeu, que regula um enquadramento deste mercado em plena expansão.

Os cigarros eletrónicos serão abrangidos pela nova legislação sobre o tabaco, mas poderão continuar a ser considerados um medicamento, nos países onde estão assim classificados.
A concentração de nicotina nas recargas passa a ter um limite de 20 miligramas por mililitro e a capacidade dos cartuchos será limitada a dois mililitros.

No sentido de combater o tabagismo, o acordo impõe avisos sobre as consequências para a saúde, que deverão ocupar 65% da superfície das embalagens.

O documento não entrará, provavelmente, em vigor, antes de 2017.

Com sete milhões de utilisadores na Europa em apenas quatro anos, o cigarro eletrónico representa hoje um mercado de sucesso.

Vendido como sendo um aparelho eletrónico sem tabaco, o dispositivo produz na boca um vapor aromatizado que contém nicotina – e esta é uma das preocupações que levanta. As dezenas de aromas disponíveis no mercado são também questão polémica, assim como a qualidade das matérias-primas que servem à sua produção, em grande parte com origem na China.

Um estudo recentemente publicado pela revista “Lancet”, uma das mais conceituadas publicações médicas do mundo, demonstra que os fumadores que optaram pelo cigarro eletrónico têm as mesmas probabilidades de deixar de fumar que aqueles que recorrem a pensos nicotina.