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Escalada de violência no Sudão do Sul

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Escalada de violência no Sudão do Sul

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Fontes diplomáticas das Nações Unidas reportam terem sido feridas cerca de 800 pessoas e mortas entre 400 a 500, em confrontos ocorridos entre fações rivais do exército, no Sudão do Sul, desde a tentativa de golpe de Estado do passado domingo contra o presidente Salva Kiir.

Mais de 16 mil pessoas procuraram refúgio em bases da Organização das Nações Unidas na capital, Juba. A cidade está parcialmente em ruínas, depois de ter sido palco de confrontos armados.

Durante uma visita esta quarta-feira em Tacloban, nas Filipinas, o Secretário de Estado americano, John Kerry, alertou contra uma escalada do conflito no Sudão do Sul, apelando a que as divergências no país sejam resolvidas por meios pacíficos e democráticos.

“Observei em primeira mão a dedicação com que as pessoas no Sudão do Sul suportaram tantos anos de conflitos e se sacrificaram demasiado pelo seu país para agora simplesmente recuar e regressar à violência”, disse Kerry, acrescentando que “as divergências políticas têm de ser resolvidas através dos meios pacíficos e democráticos arduamente conquistados” e que “o governo deve respeitar a lei e o povo do Sudão do Sul deve ser capaz de entender pela paz todo o seu potencial.”

A tensão instalou-se entre os dois grupos étnicos a que pertencem o presidente Salva Kiir e o seu rival, o ex-vice-presidente Riek Machar, deposto em julho.