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Alemanha defende projeto de União bancária

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Alemanha defende projeto de União bancária

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A zona euro criou os últimos pilares da União bancária. Quem decide liquidar um banco e, sobretudo, quem paga? Os ministros das Finanças conseguiram finalmente um acordo.

A Alemanha conseguiu impor as suas exigências. O Conselho Europeu terá a última palavra sobre a liquidação de um banco e o Fundo europeu de Resolução só entra em vigor em 2025.

Na conferência em Paris, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmou: “Todos os bancos europeus, que têm sido tranquilizados de forma repetida pelo BCE, estão melhor capitalizados do que antes. Agora temos regras claras de resgate e penso que o que estamos a construir é uma boa base para continuar a estabilizar o mercado financeiro”.

Mario Draghi, presidente do BCE, que terá a supervisão dos bancos, saudou o acordo. Mas o presidente do Parlamento Europeu, que terá de aprovar o documento, não pouca críticas. Segundo Martin Schulz, “Se implementarem as atuais decisões do ECOFIN sobre a União Bancária não será apenas uma oportunidade perdida. Será o maio erro sobre a resolução da crise”.

Já Sarah Hewin, chefe de Pesquisa no Standard Chartered, recorda que “há pouco mais de um mês parecia improvável conseguir um acordo antes do fim do ano. É claramente um compromisso entre o que a Alemanha queria e os desejos do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia. Mas acima de tudo, penso que é um passo positivo”.

Serão os bancos a financiar os fundos nacionais que vão, depois dos acionistas, obrigacionistas e grandes depositantes, assumir os custos de reestruturação a partir de 2015.

Os europeus querem evitar os cenários que quase levaram à bancarrota de Chipre e da Irlanda.