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Crítica à austeridade invadiu quarteirão europeu de Bruxelas

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Crítica à austeridade invadiu quarteirão europeu de Bruxelas

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Chamaram-lhe Aliança D19 e 20 em referência aos dois dias de cimeira de líderes da União Europeia (UE), que culpam pela recessão e desemprego que alastram a cada vez mais países.

Cerca de duas mil pessoas de 50 organizações da sociedade civil fizeram-se ouvir nas ruas do quarteirão europeu de Bruxelas.

O estudante belga Stephane diz que “se não lutarmos vamos acabar por ter o modelo alemão, em que os jovens só encontram trabalho em empregos precários, significará uma precariedade permanente”.

Os manifestantes criticaram os cortes nos serviços públicos como educação, saúde ou segurança social e temem o fim do chamado modelo social europeu.

“O que vemos nos países onde há uma forte austeridade, tais como a Grécia, Portugal ou Espanha, é o aumento da dívida pública, do défice, do desemprego e do suicídio. É um veneno económico”, afirmou Felipe Van Kreis.

As negociações para um acordo de livre comércio entre UE e Estados Unidos também preocupam alguns setores, sobretudo o da agricultura que teme a invasão dos produtos estrangeiros.

Luca Hollands diz que “esse tratado transatlântico vai levar à importação de produtos transgénicos, com hormonas e antibióticos”.

A correspondente da euronews, Margherita Sforza, refere que “apesar das promessas dos líderes para relançar o crescimento e o emprego, para muitos cidadãos europeus a Europa é cada vez mais sinónimo de austeridade”.