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Aborto deixará de ser um direito da mulher em Espanha

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Aborto deixará de ser um direito da mulher em Espanha

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A polémica sobe de tom em Espanha depois do governo conservador ter aprovado, esta sexta-feira, um anteprojeto de reforma da lei do aborto, que suprime o direito das mulheres à interrupção livre e voluntária da gravidez até às 14 semanas.

A lei de “proteção da vida do concebido e dos direitos da mulher grávida” apenas permite o aborto em duas circunstâncias:até às 12 semanas no caso de violação e até às 22 semanas se existir um risco grave para a saúde física ou psíquica da progenitora, um risco que terá de ser comprovado por dois médicos.

A má formação do feto deixa de ser, por si, justificação para um aborto e as menores passam a necessitar da autorização dos pais para interromperem a gravidez.

O partido socialista espanhol espera conseguir travar o projeto no Parlamento com a ajuda das “56 deputadas do PP”, mas para isso é necessário que os conservadores tenham liberdade de voto.

Os críticos falam num “retrocesso de 30 anos” com a chegada de uma lei em tudo igual à que vigorou entre 1985 e 2010, à exceção do facto de o novo diploma não estabelecer qualquer penalização para a mulher que aborte.