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Caos no Sul do Sudão

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Caos no Sul do Sudão

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No Sudão, a situação está muito confusa. Uma base da ONU foi atacada e três capacetes azuis indianos foram mortos, na quinda-feira. Depois, um presumível golpe de Estado, não concretizado no domingo seguinte, em que centenas de pessoas foram mortas nos combates entre o exército e os militares dissidentes.
O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, dizia, ontem:

“Posso dizer-lhes o quanto o secretário-geral está desolado, assim como todos os colegas, por causa do que se passa no Sul do Sudão. A nossa base em Akobo, no Estado do Jonglei, foi atacada e os nossos relatórios denunciam a perda de vidas”.

Os rebeldes apresentados como partidários de Riak Mashar, que as autoridades acusam de originar as vuiolências e que está oficialmente em fuga, ocuparam Bor, capital de Estado do Jonglei. Foi em Bor que se deu o massacre dos Dinkas, tribo a que pertence o presidente Salva Kiir, pelos soldados de Machar, do clã dos Nuer.

Segundo a Human Rights Watch estão a ser praticados assassínios seletivos, em função das etnias. Os Nuers têm sido alvo dos soldados fiéis ao presidente Salva Kiir. Este, afirma que está pronto para discutir com o rival, o antigo vice-presidente Riek Machar, que, por seu lado, não quer aceita discutir nada além da demissão do presidente.

Ontem, o presidente dos Estados , Barak Obama, que apoiou a criação deste Estado, em julho de 2011, na partilha do Sudão, afirmou que o país está à beira da guerra civil. Washisgton enviou 45 soldados para proteger a partida dos americanos.