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Inspeção ao teatro Apollo alargada a todos os teatros de Londres

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Inspeção ao teatro Apollo alargada a todos os teatros de Londres

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A queda do teto do teatro Apollo, na quinta-feira à noite, levou os responsáveis britânicos a decidir alargar as verificações de segurança aos outros teatros de Londres, mas com especial incidência nos que se situam no West End. A forte chuva que caiu em Londres, em especial ao final do dia, terá sido a causa da derrocada de parte do teto do teatro Apollo, que fez 79 feridos, sete deles com gravidade.

A verdade é que o teatro inaugurado em 1901 tinha as vistorias e os certificados de segurança em dia. Assim como a maioria de todos os outros teatros londrinos, cujos proprietários estiveram numa reunião com as autoridades, da qual saiu a decisão de alargar as vistorias de segurança a todas as salas por empresas especializadas independentes. O que levanta a questão: Numa indústria que gera por ano cerca de 2,4 mil milhões de euros, quem vai pagar desta vez a conta das novas verificações quando os teatros já têm as certificações em ordem?

Em tempos, foi prometido um investimento público a rondar os 300 milhões de euros para tornar os teatros mais seguros. Mas, como realça o subeditor da Stage Magazine, o governo falhou. “Os próprios donos dos teatros avançaram com algum dinheiro, mas estavam à espera que o dinheiro do governo surgisse, mas ele nunca apareceu”, acusou o jornalista.

Na noite de quinta-feira, 720 pessoas assistiam no teatro Apollo a mais uma exibição da peça “O Curioso Incidente do Cão Durante a Noite” (tradução livre e direta do título), quando parte do teto colapsou e o pânico instalou-se na sala.

Sem registo de vítimas mortais, o bombeiro Nick Harding fala em milagre. “Podia ter sido muito, muito pior. Estavam 720 pessoas no auditório, naquele momento, e uma grande parte do teto ruiu. Realmente, podia ter sido muito mais grave”, concretizou.