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Rússia: Libertação de Khodorkovsky não muda visão dos investidores

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Rússia: Libertação de Khodorkovsky não muda visão dos investidores

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Durante uma década, Mikhail Khodorkovsky personificou as criticas à parcialidade do sistema judicial russo, que continua a penalizar o clima de investimento no país.

Antes dos Jogos Olímpicos, o Kremlin parece realizar uma operação de charme internacional. Mas será que a libertação daquele que já foi o homem mais rico da Rússia vai mudar a visão que os investidores têm do país e de Vladimir Putin?

Os analistas estão céticos, considerando que a libertação do ex-magnata não deixa antever a implementação de reformas profundas. Isso ficou evidente na reação da bolsa de Moscovo. A euforia foi de curta duração.

Entre 1993 e 2003, Khodorkovsky tornou a Yukos na maior petrolífera da Rússia. Com a detenção do patrão, o grupo foi desmantelado e os ativos vendidos em leilão. Hoje, pertencem, na maioria, à petrolífera estatal Rosneff, gerida por um aliado de Vladimir Putin.

A Rosneff, que produz agora 5% do crude mundial, diz não temer processos legais de Khodorkovsky. Já os restantes acionistas continuam a tentar recuperar o investimento perdido.

A Rússia é 92° na lista do Banco Mundial dos melhores países para investir.

Desde 2008, Moscovo viu 400 mil milhões de dólares sair do país e, apesar dos elevados preços do petróleo, o governo acaba de reduzir as previsões de crescimento deste ano para 1,4 por cento.