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Sudão do Sul: Ataque mata 3 capacetes azuis e Obama intervém

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Sudão do Sul: Ataque mata 3 capacetes azuis e Obama intervém

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Três representantes indianos das Nações Unidas foram mortos quinta-feira, no Sudão do Sul. As vítimas faziam parte da força de segurança do campo de refugiados de Akobo, na região de Jonglei, próximo da fronteira com a Etiópia, onde estavam cerca de 30 pessoas da etnia Dinka e que terá sido atacado por um grupo militar afeto à etnia Lou Nuer, a que pertence o antigo vice presidente Riek Machar.

O ex-governante foi destituído em julho e no final da semana passada, segundo acusa Salva Kiir, o presidente sul-sudanês de etnia Dinka que está no poder, Riek Machar terá ordenado uma tentativa falhada de golpe de estado. Mas desde domingo que os confrontos entre os militares fiéis ao governo e os rebeldes se têm vindo a agravar, culminando, para já, com o ataque de quinta-feira ao campo de Akobo.

Barack Obama já reagiu à escalada de violência no Sudão do Sul. Na quarta-feira, os Estados Unidos enviaram cerca de 45 soldados para a região, de forma a proteger os cidadãos e interesses norte-americanos no país, e na quinta-feira o presidente defendeu que “as lutas para acertar contas políticas e desestabilizar o governo devem parar de imediato”. “A violência deve acabar porque o Sudão do Sul está à beira do precipício”, acrescentou Obama

Após o ataque ao campo de Akobo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, voltou a apelar às duas partes em conflito para que procurassem uma solução pacífica e, sobretudo, respeitassem os direitos civis. Uma mensagem reiterada pelo vice-secretário-geral ONU, Jan Eliasson.

“A nossa resposta é uma forte reação contra o ataque. É nosso compromisso fazer tudo o que pudermos para proteger os civis nos nossos campos. Insistimos, claro, no forte apelo para um diálogo político entre o governo do Sudão do Sul e Riek Machar e as suas forças. É urgente entrarmos já nesse diálogo”, afirmou o sueco.