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Erdogan: "Existem redes no Estado e são usadas como ferramentas" no escândalo de corrupção

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Erdogan: "Existem redes no Estado e são usadas como ferramentas" no escândalo de corrupção

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O primeiro-ministro da Turquia reagiu ao caso que está a abalar os alicerces da elite do poder no país.

16 pessoas foram formalmente acusadas de corrupção, fraude e branqueamento de capitais no quadro de um primeiro inquérito sobre vendas de ouro e transações financeiras entre a Turquia e o Irão, um país alvo de sanções da comunidade internacional.

Entre os detidos estão os filhos dos ministros do Interior e da Economia. “Existem redes no Estado e são usadas como ferramentas neste assunto. Nós estamos a estragar-lhes o jogo. Tal como anulámos os protestos do parque Gezi, também aqui nós vamos estragar-lhes as intenções”, declarou o chefe de governo.

Entre os detidos está também o diretor-geral de um dos maiores bancos estatais do país. O Halkbank é suspeito de ter sido o canal para a movimentação irregular do Irão para a Turquia de mais de 87 mil milhões de euros.

Na sequência desta operação e com a justificação de terem ocultado as investigações policiais, dezenas de polícias foram demitidos.