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Khodorkovsky reune-se com a família

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Khodorkovsky reune-se com a família

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A libertação Mikhail Khodorkovsky, o mais direto opositor do presidente russo levanta inúmeras interrogações sobre as motivações de Vladimir Putin.

O indulto presidencial que levou o dissidente russo para Berlim pode ser apenas uma tática face à aproximação das Olimpíadas de Inverno em 2014 na Rússia.

Para a família é o fim de uma década de sepação:

“Estou emocionado de estar aqui em Berlim, porque o meu pai está livre. A minha família está finalmente reunida e nós estamos muito, muito felizes por isso após 10 anos de separação”.

O ex-presidente do grupo Yukos, que já foi o homem mais rico da Rússia, dormiu no hotel Adlon, próximo do Portão de Brandenburgo, e gendou para amanhã uma conferência de imprensa.

Em Moscovo este exílio forçado ou negociado não deixa de intrigar:

“ Não há lugar para ele na Rússia. Aqui não terá permissão para viver uma vida normal”.

Ao ser solto, Khodorkovsky admitiu ter pedido clemência, mas ressalvou que isso não significa a admissão da sua culpa perante a justiça russa.

“Sob o regime de Putin Khodorkovsky não vai disputar as eleições , mas no futuro, talvez, ele ainda é um homem jovem, tem apenas 50, tem a vida à frente dele. Eu não concordo esses que dizem que ele não tem futuro na vida pública. Não penso que seja o caso . “

Khodorkovsky foi detido em 2003 e condenado em 2005 a oito anos de prisão por “fraude fiscal”.