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Rússia: Khodorkovsky acusa Putin de perseguição política

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Rússia: Khodorkovsky acusa Putin de perseguição política

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“Existem inúmeros prisioneiros políticos na Rússia e os homens da política no ocidente devem fazer o máximo possível para não se esquecerem desse facto”, palavras do antigo magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky que foi libertado na sexta-feira, após um indulto do presidente Vladimir Putin. Khodorkovsky realizou este domingo uma conferência de imprensa no simbólico museu do muro de Berlim.

“Não pensem em mim como um símbolo de que não há prisioneiros políticos na Rússia. Gostaria que pensassem em mim como um símbolo de que os esforços da sociedade civil levam à libertação de pessoas que ninguém esperava que fossem libertados”, declarou.

O antigo patrão da petrolífera Yukos passou 10 anos na prisão após uma condenação por crimes de corrupção, evasão fiscal e fraude, que diz não ter cometido.

“Há um facto que qualquer um de vocês pode verificar. Houve uma reunião muito difícil em fevereiro de 2003 com o presidente Putin. Duas semanas depois dessa reunião, foi instaurado o primeiro processo-crime contra os empregados da Yukos. Tenho a certeza desse facto, tudo o resto para mim é especulação”, disse.

Khodorkovsky afirmou ainda que não tencionar regressar à política e que a libertação apenas foi possível com o empenho do antigo ministro alemão dos Negócios Estrangeiros Hans-Dietrich Genscher, e da chanceler alemã, Angela Merkel.