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Pussy Riot em liberdade e combativas

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Pussy Riot em liberdade e combativas

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Nadezhda Tolokonnikova, a presumível líder da banda russa “Pussy Riot” saiu, esta segunda-feira, do hospital penitenciário onde cumpria uma pena de dois anos.

A libertação foi possível graças à amnistia decretada por Vladimir Putin, por ocasião do 20º aniversário da Constituição russa.

A ativista considera que esta medida tem contornos políticos.

“Eles montaram, simplesmente, outro espetáculo, antes dos Jogos Olímpicos. Tal é o desejo deles de evitar que todos os países da Europa boicotem os Jogos Olímpicos russos. Lembremo-nos de todas aquelas pessoas que não são faladas e estão, mesmo esquecidas mas que precisam de sair das prisões pois não devem estar lá,” assegura Tolokonnikova.

Maria Alyokhina, membro das “Pussy Riot”, tinha sido libertada horas antes.

A ativista quer agora trabalhar na defesa dos direitos humanos. “Penso em aderir e trabalhar com as organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos. Mas os métodos que vamos usar serão os mesmos,” afirma.

Nas ruas a opinião dos russos divide-se, em relação à libertação das “Pussy Riot” antes de cumprida a sentença de dois anos.

Esta russa considera que “se elas não cumprirem a sentença até ao fim, é uma blasfémia. Sou uma russa orgulhosa e considero isso errado.”

Para outra, “claro que é justo terem-nas libertado, o errado é ter sido por amnistia. Nem sequer deveriam ter sido presas.”

As cantoras russas foram detidas em fevereiro de 2012 depois de terem cantado uma “oração punk” contra Vladimir Putin na catedral do Cristo Salvador, em Moscovo.