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Putin liberta Pussy Riot antes do tempo

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Putin liberta Pussy Riot antes do tempo

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Três dias depois de aprovar a libertação do oligarca do petróleo e opositor do Kremlin, Mikhail Khodorkovski, Vladmir Putin, estendeu a decisão às duas integrantes do grupo feminista “Pussy Riot” que se encontravam detidas desde agosto de 2012.

Tudo começou com um vídeo realizado pelas Pussy Riot em fevereiro de 2012. Cinco mulheres encapuçadas subiram ao altar da Catedral do Cristo Salvador em Moscovo e improvisaram uma oração “punk” ao som da guitarra elétrica apelando à “Virgem Maria” que tirasse Putin do poder.

Nessa data, o então, primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, era candidato a um novo mandato como Presidente da República. Quando Putin foi eleito presidente russo pela terceira vez, três membros do grupo “Pussy Riot” foram imediatamente detidos pelas autoridades.

O processo iniciou em julho de 2012 e, a 17 de agosto, as três mulheres foram condenadas a dois anos de prisão por vandalismo organizado motivado por ódio religioso.

Varvara Tolokonnikova de 79 anos de idade é avó de Nadezhda, apontada como a líder do trio. Segundo Varvara, Putin poderia ter escolhido outra punição contra a neta.

“Se elas não se tivessem metido com ele… Putin não é o tipo de pessoa capaz de perdoar. Aquele espetáculo foi uma forte estalada na cara, nunca poderia perdoá-las e foi por isso que as coisas seguiram este rumo”, afirmou.

Feministas, ícones anti-Putin

Afinal quem são estas mulheres? Não são cantoras “punk”, nem artistas, nem poetas. As Pussy Riot são inclassificáveis. Fazem espetáculos que não pertencem a nenhuma categoria, misturam política, religião e arte, mas depois da detenção, estas três mulheres, transformaram-se num dos maiores ícones anti-Putin.

Uma das integrantes do grupo, Ekaterina Samoutsevicth, deixou o cárcere em outubro do ano passado. Ekaterina foi capturada pelas autoridades antes mesmo de participar da atuação, mas conseguiu a liberdade condicional.

No entanto, a pena de dois anos foi aplicada às duas companheiras. De nada valeram os pedidos das duas jovens mães, que foram separadas dos filhos, nem a greve de fome levada a cabo pela suposta líder Nadezhda Tolokonnikova.

As duas mulheres russas foram transferidas para os Montes Urais na Siberia para cumprir a pena. Deveriam ter sido libertadas em Março de 2014, mas a amnistia do Presidente Putin permitiu que viessem para a rua três meses antes do previsto.