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Rússia: Amnistia não convence críticos

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Rússia: Amnistia não convence críticos

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A libertação das ativistas da banda ‘Pussy Riot’ foi bem recebida em Bruxelas, mas a União Europeia continua à espera de mais reformas da parte de Moscovo para que a Rússia seja verdadeiramente um Estado de Direito.

O porta-voz da chefe da diplomacia europeia considerou que a “libertação de dois membros do grupo ‘Pussy Riot’ é um avanço positivo” mas aproveitou para reiterar que a União Europeia encoraja “vivamente a Rússia a prosseguir as reformas rumo a um sistema de justiça transparente, independente e fiável. E que respeite o compromisso que assumiu em relação aos Direitos Humanos, à não-discriminação e ao Estado de Direito”.

A amnistia decretada por Putin para assinalar o 20.º aniversário da nova Constituição é vista como uma operação de cosmética do Kremlin para melhorar a imagem do país que recebe os Jogos Olímpicos de Inverno dentro de pouco mais de um mês.

O presidente do Comité de Assuntos Internacionais do Parlamento russo reconhece que o perdão tem condições para “acabar com certos problemas nas relações com os parceiros Ocidentais. Não será, contudo, um fator decisivo, porque essas forças que promovem a confrontação com a Rússia vão encontrar outros pretextos”, concluiu Alexei Pushkov.

A amnistia deverá permitir a libertação de cerca de 1500 pessoas, num universo de mais de 700 mil presos em cadeias russas. Entre as centenas de pessoas detidas no ano passado nos protestos contra Putin, apenas quatro foram perdoadas.