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Sudão do Sul: Diálogo à vista no conflito tribal

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Sudão do Sul: Diálogo à vista no conflito tribal

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O conflito tribal já fez cerca de 33 mil refugiados no Sudão do Sul, um dado avançado pelo Programa Alimentar Mundial numa altura em que as Nações Unidas preparam o envio de mais militares para o terreno onde as partes dizem estar a postos para o diálogo.

O Conselho de Segurança da ONU deve aprovar nas próximas horas o envio de mais 5000 capacetes azuis para o terreno, praticamente duplicando o número de militares envolvidos na missão de paz.

O secretário-geral das Nações Unidas avisou que os ataques contra civis e contra a missão de paz devem “cessar imediatamente” e que “as Nações Unidas vão investigar os relatos de violações graves dos direitos humanos e de crimes contra a humanidade. Os responsáveis ao mais alto nível vão ser responsabilizados e enfrentarão as consequências” dos seus atos, garantiu Ban Ki-moon.

As partes em conflito dão sinais de estar preparadas para iniciar o diálogo.

O líder dos rebeldes, o antigo vice-presidente Riek Machar diz que “o diálogo pode começar assim que os (seus) camaradas detidos forem libertados e estiverem em lugar seguro, porque são eles os que vão tomar parte nas negociações”. Machar afirma querer “uma solução pacífica para o conflito”.

Também o presidente Slava Kiir, afirmou estar pronto para começar o diálogo com os rebeldes, pelo menos foi o que disse ao enviado especial dos Estados Unidos ao Sudão do Sul. Washington está a reforçar a sua presença no Corno de África para poder lidar com uma possível escalada da violência num país que produz 250 mil barris de petróleo por dia.