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Sudão do Sul: o conflito do poder

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Sudão do Sul: o conflito do poder

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A esperança pela paz no Sudão do Sul, que apenas há dois anos celebrava a independência do Sudão, foi interrompida por uma nova onda de conflitos internos.

As armas de fogo voltaram às ruas devido a uma histórica rivalidade entre as etnias Dinka e Nuer. Os conflitos envolvem os militares do SPLA (Exército Popular de Libertação do Sudão), fieis ao presidente Kir de etnia Dinka, e os rebeldes, que segundo algumas fontes, são apoiados pelo vice presidente Rijek Machar de etnia Nuer.

O ponto da discórdia é o petróleo, principal fonte de lucro do país. A população está descontente com o mau aproveitamento do dinheiro que o governo gera com os 245 mil barris de petróleo negociados diariamente e o presidente Kiir foi acusado de corrupção.

Salva Kir desconfia de um golpe de Estado elaborado pelo vice-presidente do país e despediu Riek Machar do cargo sob suspeita de traição. Os dois pertencem a diferentes etnias e nunca foram amigos.

Os conflitos imediatamente reproduziram-se pelo país e atingiram contornos de guerra com mortos e feridos pelas ruas. Kir tentou travar a desordem, mas era tarde demais, várias pessoas abandonaram o país que vive uma nova ameaça de guerra civil.