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Egito: Atentado mortal visa forças de segurança

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Egito: Atentado mortal visa forças de segurança

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A cidade de Mansoura foi abalada durante a noite por uma forte explosão que fez pelo menos 14 mortos e mais de uma centena de feridos. O atentado no delta do Nilo visou um edifício da polícia. A maioria das vítimas mortais eram elementos das forças de segurança, entre eles dois colaboradores do chefe da segurança da província, o general Sami el-Mihi, que também ficou ferido.

Desde a destituição do presidente Morsi a 3 de julho, a violência no Egito fez mais de 1500 mortos. A maioria das vítimas eram apoiantes da Irmandade Muçulmana, mas perto de duas centenas eram elementos das forças de segurança.

“O Egito entra numa fase decisiva depois deste atentado, descrito como um ataque distinto dos atentados precedentes, nomeadamente devido à quantidade de explosivos utilizada. O rebentamento destruiu parte do quartel da polícia e deixou marcas nos prédios circundantes” – explica o correspondente da euronews no Egito, Mohammed Shaikhibrahim.

Nas primeiras horas após o ataque com o carro armadilhado, o porta-voz do governo atribuiu a responsabilidade do crime à Irmandade Muçulmana que classificou de organização de terrorista. Palavras que, no entanto, não voltaram a ser repetidas. A Irmandade Muçulmana rejeitou a acusação e condenou o atentado. A polícia ainda não determinou se o ataque foi levado a cabo por um suicida.