Última hora

Última hora

Egito: O atentado mais sangrento desde a queda de Morsi

Em leitura:

Egito: O atentado mais sangrento desde a queda de Morsi

Tamanho do texto Aa Aa

No Egito, já foram a enterrar as 15 pessoas que morreram esta sexta-feira num atentado contra o quartel-general da policia em Mansoura, o mais sangrento desde que o islamita Mohamed Morsi foi deposto pelos militares.

Sem acusar diretamente a Irmandade Muçulmana do ataque, o governo interino classificou o movimento islamita de “organização terrorista” e, poucas horas depois do atentado, anunciou a detenção de Hisham Qandil, primeiro-ministro durante a presidência de Morsi. Condenado a um ano de prisão por não respeitar uma decisão judicial, o ex-governante da Irmandade foi “preso na companhia de contrabandistas, numa zona montanhosa, quando tentava fugir para o Sudão”, informaram as autoridades.

Em Mansoura, após o funeral coletivo, a população em revolta incendiou um autocarro e saqueou um supermercado de alegados simpatizantes da Irmandade Muçulmana.

No Cairo, a notícia do atentado no Delta do Nilo divide a população.

Estudantes, laicos e as elites consideram que “a explosão é a prova que a Irmandade Muçulmana é uma organização terrorista e que está por detrás deste ataque. Não é política, é violência”, resumia um habitante da capital. Do outro lado da barricada, os islamitas consideram que o atentado foi “uma reação normal, que é o resultado do recurso à força por parte das autoridades”, afirmou um transeunte antes de responsabilizar o atual governo de transição pelo sucedido.

O atentado, o segundo este ano contra o quartel-general da polícia em Mansoura, volta a levantar a questão da segurança, a três semanas dos egípcios serem chamados às urnas para referendar a nova Constituição.