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Recém-libertadas Pussy Riot mantêm tom de desafio

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Recém-libertadas Pussy Riot mantêm tom de desafio

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No mesmo dia em que foram libertadas, as duas ativistas da banda punk russa Pussy Riot não hesitaram em voltar a criticar o presidente Vladimir Putin.

Para as duas jovens, a amnistia de que beneficiaram não foi mais do que uma “operação de charme” do Kremlin a poucos meses dos Jogos Olímpicos de Sotchi.

Recém-libertada, Maria Alyokhina promete envolver-se “em atividades de defesa dos Direitos Humanos, com uma vertente social e tão chamativas e ousadas como quando integrava as Pussy Riot”.

Libertada algumas horas antes, Nadejda Tolokonnikova – que durante o cativeiro efetuou várias greves de fome para denunciar as condições de detenção – não poupou nas palavras duras contra o poder russo.

A jovem ativista de 24 anos afirma que “Putin as acusou de protagonizar atos cínicos, mas a realidade é que os seus atos hoje são muito mais cínicos, ao libertar pessoas que não precisavam de ser libertadas”. Tolokonnikova acrescenta que “poderia ter cumprido facilmente os restantes dois meses de pena. No entanto, ele recusou libertar aqueles que realmente precisavam disso. É cínico e nojento”.

As duas ativistas foram condenadas em 2012 por participarem numa ação de protesto contra Putin na catedral do Cristo Redentor em Moscovo. Antes da amnistia, tinham prevista a libertação para março do próximo ano.