Última hora

Última hora

Vala comum descoberta no Sudão do Sul

Em leitura:

Vala comum descoberta no Sudão do Sul

Tamanho do texto Aa Aa

A poucas horas de votar uma resolução para mandar mais tropas para travar o conflito tribal no Sudão do Sul, as Nações Unidas afirmam ter encontrado uma vala comum no mais novo país do mundo e estar na posse de dados sobre a existência de mais duas sepulturas coletivas.

A ONU promete punir os responsáveis por matanças étnicas e prepara-se para reforçar fortemente o contingente da missão de paz no país que possui a terceira maior reserva de petróleo na África subsariana.

Segundo a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, “para lidar imediatamente com a terrível situação, o secretário-geral pediu ao Conselho de Segurança para autorizar o envio de 5000 ‘capacetes azuis’ adicionais para a Minuss (a missão da ONU no Sudão do Sul)” para “garantir que a missão tem os recursos necessários para cumprir o seu mandato”.

A ONU tem atualmente 7000 militares, 900 polícias e mais de 2000 civis no país.

Os rebeldes controlam Bor, capital do Estado de Jonglei e Bentiu, capital do Estado de Unité, onde estão as principais reservas petrolíferas do Sudão do Sul.

A guerra entre a tribo dominante Dinka, do presidente Salva Kiir, e a tribo Nuer, do antigo vice-presidente Riek Machar, agora líder dos guerrilheiros, já fez mais de 80 mil deslocados, dos quais 45 mil estão refugiados em bases da missão das Nações Unidas.

Japão regressa à guerra

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, o Japão volta a intervir militarmente num conflito. A pedido das Nações Unidas, Tóquio entregou cerca de 10 mil munições às tropas sul-coreanas da Minuss, mais um sinal da tensão crescente com Pequim no Mar do Sul da China.