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Irmandade Muçulmana: 1.º dia como "organização terrorista"

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Irmandade Muçulmana: 1.º dia como "organização terrorista"

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Mais um atentado no Cairo, desta vez sem mortos, no primeiro dia de uma nova era na histórica repressão da Irmandade Muçulmana, no Egito.

Na véspera, o regime militar, agora de transição, classificou pela primeira vez o movimento islamita como “organização terrorista” e ameaçou os seus dirigentes com a pena de morte.

Vítima de uma vaga de violência interminável, a população olha para os atentados como uma “tentativa de impedir a participação no referendo” à nova Constituição, dentro de três semanas. “Não vão conseguir intimidar-nos desta forma”, garantiu uma habitante do Cairo.

Esta quinta-feira, 38 partidários da irmandade foram detidos e as autoridades proibiram a distribuição do jornal do movimento, o “Liberdade e Justiça”.

O governo acusou a confraria nomeadamente do ataque contra o quartel-general da polícia em Mansura. A Irmandade Muçulmana negou responsabilidade e condenou o ataque.

Os militantes islâmicos afirmam que a “acusação de terrorismo ainda não foi provada”, que a decisão foi “tomada à pressa” e que as explosões que o governo quer imputar à Irmandade Muçulmana foram perpetradas por outros grupos”.

Fundada em 1928, a Irmandade Muçulmana foi quase sempre reprimida no Egito. Agora regressa à clandestinidade, 18 meses depois de ter vencido as primeiras eleições livres após o derrube de Hosni Mubarak.