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Quénia e Etiópia tentam calar as armas no Sudão do Sul

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Quénia e Etiópia tentam calar as armas no Sudão do Sul

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A escalada da violência tribal prossegue no petrolífero Sudão do Sul onde aterraram, esta quinta-feira, o presidente do Quénia e o primeiro-ministro da Etiópia para uma nova tentativa de mediação do conflito no mais jovem país do mundo.

O presidente sudanês, Salva Kiir, da tribo Dinka, maioritária no país, está envolvido numa luta pelo poder com um velho rival, o antigo vice-presidente Riek Machar, de etnia Nuer, agora líder dos rebeldes.

A pressão dos Estados Unidos e da ONU, e dos esforços dos países vizinhos, levaram os dois líderes tribais a aceitar o diálogo, mas sem fixar uma data para o início das negociações.

Os combates centram-se neste momento nas regiões petrolíferas e nem a base da ONU em Bor escapou a um ataque.

As receitas do petróleo representam mais de 90% da economia do Sudão do Sul.

As Nações Unidas falam já em milhares de mortos desde que a violência eclodiu há pouco mais de 10 dias.

O Conselho de Segurança da ONU decidiu esta semana enviar mais militares, praticamente duplicando o contingente da missão no Sudão do Sul, que passará a contar com 12.500 ‘capacetes azuis’.

A ONU fala em mais de 90 mil deslocados nos últimos 10 dias e necessita de 166 milhões de dólares para ajuda humanitária.