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Turquia: Reações públicas à crise política

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Turquia: Reações públicas à crise política

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A crise política que abala a Turquia obrigou o primeiro-ministro do país a remodelar praticamente metade do seu governo. Mas Recep Tayyip Erdogan afirma não ter intenção de renunciar ao cargo e define este escândalo de corrupção como sendo um “complot internacional”.

Uma teoria “cómica” de acordo com a especialista Riva Kastoryano: “Acho que é uma piada, irrelevante, desnecessário. É desta forma que se fazem de vítimas. Com estas alegações até parece que o governo não fez nada, que nenhum dos ministros fez nada de errado. Quando falam de Israel, os Estados Unidos apresentam-se como vítimas. Na Europa isto não é aceitável.

Qual seria o efeito na política interna: procuram elementos eficazes que vão afetar as pessoas que têm uma confiança cega neles, que votaram neles. Porque o destino final são as eleições municipais”.

Quando questionada se acredita que a justiça vai ter um papel preponderante nesta questão, responde: “Claro que as nossas expectativas no sistema judicial são elevadas. Caso contrário, a situação na Turquia seria terrível.”

Os acontecimentos das últimas 24 horas levaram a que esta crise seja apelidada como a pior, para o partido há 10 anos no poder.

Segundo o residente em Istambul, Ilham Ozdemir: “Concordo parcialmente com o primeiro-ministro Erdogan, mas também quero citar um provérbio turco: “Se alterarmos as configurações de uma balança, um dia ela vai-nos pesar”. Ou seja, foi ele que fez da polícia e do poder judicial o que são hoje, agora não se devia queixar. Temos duas opções: ou o partido no poder, ou o Movimento. Mas queremos uma terceira opção. Não queremos nenhuma das duas. Há uma luta pelo poder a acontecer, sabemos disso, mas não queremos fazer parte dela.”