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Egito: "Semana da ira" arranca com 3 mortos e 265 islamitas detidos

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Egito: "Semana da ira" arranca com 3 mortos e 265 islamitas detidos

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No Egito, a “semana da ira”, convocada pelos islamitas, arrancou esta sexta-feira e o balanço provisório é já de três mortos e 265 detenções de partidários da Irmandade Muçulmana.

No dia de Natal, o regime militar classificou pela primeira vez a Irmandade Muçulmana como “organização terrorista”, ameaçou com a prisão quem participar em manifestações e avisou que os dirigentes “terroristas” podem ser “condenados à pena de morte”. Foi a reação do poder ao atentado contra o quartel-general da polícia em Masoura que, na véspera, tinha feito 16 mortos.

Nesta sexta-feira, reservada à grande oração semanal, no Cairo, os protestos concentraram-se na universidade sunita Al-Azhar, mas há registo de confrontos um pouco por todo o Egito agora que a Irmandade Muçulmana foi forçada a regressar à clandestinidade.

Gás lacrimogéneo e um fumo negro cobriram o campus universitário de onde os manifestantes atiravam pedras à polícia.

À porta da universidade, o correspondente da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, relatou que “a escalada do conflito entre o governo e a Irmandade Muçulmana tornou-se numa batalha pela sobrevivência dos islamitas, especialmente depois de o governo ter declarado o movimento como organização terrorista”.