Última hora

Última hora

Estará o assassinato de Chatah relacionado com Hariri?

Em leitura:

Estará o assassinato de Chatah relacionado com Hariri?

Tamanho do texto Aa Aa

Na sequência da explosão e morte esta sexta-feira em Beirute do antigo ministro libanês da economia Mohammed Chatah, a euronews falou com o nosso correspondente na capital libanesa Ali El Takash.

euronews:
“Qual é a mensagem por detrás deste ato?”

Correspondente da euronews, Ali El Takash:
“Existem múltiplas mensagens por detrás deste ato. Em primeiro lugar, o local onde ocorreu, o centro de Beirute. É claro que um dos objetivos era atingir o centro da cidade. Por outro lado, ao olharmos para as instituições políticas do Líbano vemos que se encontram totalmente paralisadas; a questão das eleições presidenciais é uma questão importante; trata-se de um tema em constante discussão entre as diferentes fações libanesas. Já não existe governo libanês; o que temos é um governo de transição. As instituições que deveriam investigar esta explosão não existem e por isso não podem fazer nada”.

euronews:
“Será que o assassinato de Mohammed Chatah é uma resposta à explosão que visou a embaixada do Irão em Beirute?”

Ali El Takash:
“O que podemos confirmar é que há algum tempo que o Líbano se tornou num local para passar mensagens, mensagens políticas e de segurança. Essa explosão teve lugar na sequência de uma série de explosões ocorridas nas últimas semanas e meses e por consequência o Líbano tornou-se numa espécie de caixa de correio dessas mensagens.”

euronews:
“Última questão: será que essa explosão está relacionada de alguma forma com o tribunal internacional que se ocupa do assassinato de Hariri, pai do antigo primeiro-ministro?”

Ali El Takash:
“Em primeiro lugar, é preciso notar que o antigo primeiro-ministro, Saad el Hariri, é o líder atual do partido Al Mustaqbal, e já declarou que os responsáveis pela explosão desta sexta-feira são os mesmos que estiveram por detrás do assassinato do seu pai. Essas declarações tiveram lugar hora e meia após as explosões e implicitamente apontam o dedo ao Hezbollah.”