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Exército turco distancia-se da crise política

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Exército turco distancia-se da crise política

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O exército turco não vai tomar nenhuma posição na atual crise política no país, motivada pela investigação de um alegado caso de corrupção envolvendo figuras próximas do governo. A afirmação foi publicada esta sexta-feira num comunicado. As forças armadas têm um historial de intervenção política na Turquia, através de golpes de Estado. Se esta decisão pode tranquilizar o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan tem outros motivos para estar preocupado.

O governo tinha decretado, no dia 21, a obrigação da polícia informar os responsáveis políticos das investigações em curso, mas esta sexta-feira o Conselho de Estado bloqueou a medida depois do Alto Conselho da Magistratura ter considerado o decreto inconstitucional.

O primeiro-ministro reagiu e acusou os magistrados de terem cometido um crime. Erdogan considera ter o apoio popular e que cabe agora ao povo julgar os juízes e os procuradores.

Mas o povo apenas se poderá pronunciar através do voto no próximo ano. Em março há eleições locais e em agosto os turcos vão pela primeira vez escolher o presidente por sufrágio direto e universal. Erdogan não esconde a ambição de moldar o futuro papel do Chefe de Estado.

Até lá, o povo decidiu voltar às ruas, como no verão passado. Ao início da noite muitos turcos dirigiam-se à praça Taksim, em Istambul.