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Líbano: Sunitas acusam Hezbollah do assassinato do braço-direito de Hariri

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Líbano: Sunitas acusam Hezbollah do assassinato do braço-direito de Hariri

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“Aqueles que assassinaram Mohamed Chatah são os mesmos que mataram Rafic Hariri”, afirmou o ex-primeiro-ministro Saad Hariri, apontando o dedo ao movimento xiita Hezbollah pela responsabilidade no atentado que esta manhã matou o seu braço-direito e outras cinco pessoas no centro de Beirute.

“Para nós, os acusados (…) são os mesmos que expõem o Líbano e os libaneses (…) ao caos e propagam o incêndio regional à nação (…) são os que se furtam à justiça internacional”, declarou o dirigente sunita numa referencia aos militantes do Hezbollah que combatem ao lado das tropas do regime de Bashar al-Assad na vizinha síria e aos cinco acusados que se preparam para ser julgados à revelia, em Haia, pelo assassinato do pai de Saad, Rafic Hariri.

O Hezbollah rejeita as acusações e classificou o atentado de hoje como um “ato atroz”.

A comunidade internacional já condenou o ataque tal como o presidente e o primeiro-ministro do Líbano.

Chatah foi morto quando se dirigia para uma reunião da coligação “14 de março”, que apoia a oposição síria. Em nome da coligação, o ex-primeiro-ministro Fuad Siniora considerou que o “assassino” do seu antigo conselheiro “é o mesmo que está sedento de sangue sírio como de sangue libanês (…) de Beirute a Trípoli (…) como de Deraa a Aleppo e a Damasco”.

A guerra na Síria potenciou a violência sectária no Líbano que tem sido palco de vários atentados contra sunitas e xiitas.

Chatah era a voz, no Líbano, de Saad Hariri, que vive exilado no estrangeiro há dois anos. A sua morte promete incendiar ainda mais os ânimos no instável país dos Cedros.