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Ucrânia: Protestos chegam à porta de casa do presidente Ianukovich


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Ucrânia: Protestos chegam à porta de casa do presidente Ianukovich

Mais de 50 mil pessoas concentraram-se esta manhã em Maidan, a Praça da Independência, em Kiev, num novo protesto contra o governo liderado por Viktor Ianukovich. É o sexto domingo consecutivo de manifestações na capital da Ucrânia depois de falhadas as negociações com vista a uma associação comercial com a União Europeia e da posterior reaproximação de Kiev ao Kremlin.

A insatisfação popular face ao atual executivo tem vindo a crescer. Parte da agenda do protesto deste domingo passava por uma marcha pela frente das casas particulares de alguns personalidades com ligação ao governo ou particulares próximos do líder russo Vladimir Putin como o empresario Viktor Medvechuck.

As residências privadas do primeiro-ministro Mykola Azarov e do presidente do parlamento ucraniano, Volodymyr Rybak, estavam na rota. Mas era a casa do próprio Viktor Ianukovich, na vila de Novi Petrivtsi, que se destacava nos planos do protesto deste domingo.

A casa do presidente, uma mansão conhecida como Mezhyhirya, dista mais de 20 quilómetros da Praça da Independência, em Kiev. O caminho esteve bloqueado em certas partes por camiões, que foram afastados pelos manifestantes como se de pequenas vitórias se tratassem.

O grosso dos protestantes cumpriu a maior parte do longo percurso de carro, outros fizeram-no de bicicleta e alguns foram mesmo a pé desde a estação de metro mais perto, que, ainda assim, fica a cerca de 10 quilómetros da casa de Ianukovich, para onde foi levado pelos protestantes um caixão pintado de azul-escuro que diziam simbolizar o fim do governo.

As autoridades acionaram medidas de segurança para conter a manifestação em movimento. A polícia começou por parar a marcha a cerca de 1,5 km da mansão do presidente. Depois permitiu que chegasse até 500 metros da casa e os últimos relatos pela página de Internet do Kyiv Post garantem que os manifestantes ficaram a 300 metros da entrada da mansão.

O protesto junto à casa do presidente e do primeiro-ministro serviu também para lembrar a jornalista de 34 anos brutalmente agredida na noite de 24 para 25 de dezembro. Tatiana Tchornovil, que se mantém internada no hospital, é conhecida pelos artigos antigoverno que escreve no Ukraïnska Pravda e terá sido agredida depois de algumas noticias onde abordou o valor de algumas das luxuosas casas particulares de membros do governo ucraniano.

Enquanto, decorria a marcha nos arredores de Kiev, milhares de protestantes mantinham-se na Praça da Independência, onde Vitaly Klitscho, um dos líderes da oposição a Ianukovich, ainda teve tempo para discursar antes de se juntar ao protesto junto à casa de Ianukovich.

Os protestantes prometem manter as manifestações na Ucrânia até que o governo ceda às pressões.

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