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Schumacher: Afinal o Deus da Fórmula 1 também é humano

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Schumacher: Afinal o Deus da Fórmula 1 também é humano

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Michael Schumacher foi um dos melhores pilotos de sempre. Provavelmente mesmo o melhor. Os números não deixam margem para dúvidas

Jordan, Benetton, Ferrari e Mercedes foram as suas equipas em 19 anos de carreira. Dezanove anos de sucesso e recordes que fizeram do alemão um dos mais adorados pelos adeptos e também um dos mais bem pagos.

O seu palmarés impressiona: sete campeonatos do mundo, dois com a Benetton nos anos 90 e cinco de forma consecutiva com a Ferrari.

Conseguiu também recordes de vitórias, 91, pódios, 155, pole positions, 68, voltas mais rápidas, 77, e hat-tricks, 22.

Os onze anos que passou com a Ferrari foram os mais prolíficos da carreira e acabaram em lágrimas em 2006.

Depois de três anos na reforma, regressou ao volante da inimiga Mercedes. Na equipa alemã mostrou que os seus melhores dias pertenciam ao passado e saiu pela porta pequena em 2011.

Nem tudo foram rosas para Schumacher

A sua má experiência na Mercedes não é suficiente para ensombrar uma carreira assinalável, recheada de sucessos, mas que mesmo assim conheceu alguns maus momentos.

Quando dava os primeiros passos, na Benetton, despistou-se a mais de 200 quilómetros por hora.

Em 1999, já na Ferrari, saiu de pista logo na primeira volta em Silverstone e sofreu uma dupla fratura na perna direita. Ficou seis corridas de fora.

Também sofreu vários acidentes de mota, que resultaram em graves lesões no pescoço e cabeça.

Michael Schumacher suscitou amores, mas também alguns ódios de estimação. Depois do acidente de esqui, no entanto, multiplicaram-se as manifestações de apoio, particularmente entre os colegas na Fórmula 1.

O mundo apoia Schumacher na sua corrida mais importante

A maior parte dos pilotos que trabalhou com ele, que lutou a seu lado, utilizou as redes sociais para mostrar solidariedade.

A começar pelo seu antigo companheiro de equipa Felipe Massa, um dos primeiros a reagir à má notícia. Pediu a Deus para o proteger, desejando-lhe uma recuperação rápida.

“O pensamento de todos na Ferrari está com o Michael”, foi o comunicado oficial da escuderia de Maranello, já a Mercedes, a sua última equipa na Fórmula 1, enalteceu o seu espírito lutador e desejou-lhe força para a sua batalha mais importante.

Até o tetracampeão do mundo, considerado por muitos o seu sucessor, Sebastian Vettel, escreveu que se tratava de uma noite triste e que esperava que Schumacher vencesse o Grande Prémio mais importante da sua vida.

No entanto a preocupação com o estado de saúde de Michael Schumacher não se limita ao mundo do automobilismo.

Nas redes sociais proliferam as páginas de apoio ao alemão, onde milhares de adeptos fazem ouvir a sua voz.

Um sentimento partilhado pela comunicação social do seu país de origem, mas também um pouco por todo o mundo, como se pode comprovar nas milhares de mensagens no twitter.

Outras figuras do desporto também deram a conhecer o seu apoio. Lukas Podolski desejou tudo de melhor para Schumacher e a tenista Sabine Lisicki cruza os dedos para boa sorte.

Também o mundo da política mostrou estar afetado pelo acidente de Schumacher, a Chanceler alemã Angela Merkel confessou estar profundamente comovida.