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Letónia adota o euro

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Letónia adota o euro

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Discretamente, os euros foram distribuidos aos comerciantes de Riga, nos últimos dias. Mas os letões encararam com indiferença a chegada da nova moeda a esta antiga república soviética.

Depois da Estónia, em 2011, a Letónia entra na zona euro: são, agora, 18 os países que utilizam a moeda europeia.

O adeus à moeda que circulava desde 1993, o Lat, é um pouco nostálgico. Desde o século XX o país mudou seis vezes de moeda; o euro é a sétima. Se por um lado é como uma promessa de estabilidade, por outro provoca o receio geral da inflação.

Oleg Bachurin, de Riga, é um dos céticos:

“Em todos os países que adotaram o euro, antes de nós, os preços aumentaram. Aqui também devem subir, o que é mau.”

Em Valka, que faz fronteira entre a Estónia e a Letónia, verificou-se que os preços estonianos subiram em flecha quando o país adotou o euro, há três anos. O adjunto do presidente da câmara, Viesturs Zarins, é um dos céticos:
“Não estou nada otimista. O problema principal é o desemprego. Não creio que o euro vá resolver o problema.”

A desconfiança é compreensível pois 20% da população deste país de dois milhões de habitantes teve de emigrar na sequência da crise de 2009. Depois de cinco anos de austeridade e um plano de resgate internacional, a Letónia reequilibrou-se.

O PIB subiu para 4,5% no terceiro trimestre de 2013 – tinha descido drasticamente 19% em 2009.
A inflação, em abril, era de 1,3%, enquanto que em 2008, chegava aos 18%.
O desemprego afeta 12% da população ativa.

A Letónia é, atualmente a economia com mais crescimento na zona euro. Com a moeda comum, espera, pelo menos, aproveitar as taxas de juro mais baixas e atrair investidores.