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Grécia: presidência rotativa da UE

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Grécia: presidência rotativa da UE

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Em luta contra a recessão, nos últimos seis anos, e a sofrer medidas de austeridade sucessivas com a chegada da troika, a Grécia preside à União Europeia desde a primeira hora deste primeiro dia do ano. É um momento crucial em que têm de ser tomadas decisões políticas fundamentais, a nível europeu e a nível interno.
Mas os gregos não estão muito confiantes, como explica uma cidadã:

“A presidência não significa nada para o povo. As pessoas comuns sofrem, enquanto os que estão no poder usufruem das vantagens.”

Em abril, termina o segundo programa de assistência financeira concedido pela UE e o FMI e a Grécia vai necessitar de um terceiro resgate. Quando isso acontecer, vão ser efetuados novos cortes. Esta é a triste realidade, reconhecida pela maioria dos analistas, como por exemplo, o Professor Dionysis Chionis:

“A economia grega conseguiu realizar algo muito difícil, que parecia complicado nos anos anteriores, que foi ser capaz de pagar, até certo ponto, a dívida. Acredito que vai ser muito mais difícil pagar tudo sem se fazer uma nova reestruturação da dívida”.

Com o povo grego exausto com os cortes contínuos nos salários e com o desemprego a atingir sempre novos recordes, o agravamento da austeridade pode colocar em risco a coesão do governo de coligação de um executivo que governa com uma ligeira maioria parlamentar e levar a novas eleições durante a presidência da União Europeia.

A Grécia vai ter de supervisionar a implementação das primeiras etapas da união bancária na Europa e procurar soluções para o crescimento e combate do desemprego. A presidência grega será ainda perturbada pelas eleições europeias em maio.

Stamatis Giannisis , correspondente da euronews:

“Para Grécia não é uma estreia no exercício da presidência rotativa da UE. Esta será a quinta vez que a exerce, desde 1979, quando entrou para a então chamada CEE. No entanto, esta presidência pode ser muito mais difícil, não só por causa da frágil maioria parlamentar, como por causa dos problemas a nível político, económico e social em toda a Europa e a nível interno, na Grécia”.