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Índia: Acusados de pegar fogo a jovem violada

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Índia: Acusados de pegar fogo a jovem violada

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A polícia indiana acusou, esta quinta-feira, dois sujeitos de atear fogo à jovem de 16 anos que tinha sido violada em Madhyamgram, próximo de Calcutá.

A adolescente foi atacada em outubro por seis homens e morreu no dia 31 de dezembro, uma semana depois de alegadamente se ter imolado, na sequência das duas violações colectivas. Os violadores foram presos, mas tanto a vítima como a família continuaram a ser ameaçadas.

Segundo a polícia de Bidhan Nagar Anant Nag, dois colaboradores dos agressores detidos continuaram a pressionar a adolescente para que retirasse a queixa por violação contra os amigos. Antes de falecer, a vítima declarou aos profissionais de saúde que os dois sujeitos a tinham imolado. As queimaduras, que atingiram 40% da superfície do corpo, afectaram-lhe principalmente o rosto e a garganta e foram o motivo da morte.

A violação e a atitude da polícia causaram vários protestos. A indignação foi agravada depois de a polícia pretender cremar o corpo da jovem sem o consentimento da família. Face aos protestos, as forças de segurança retrocederam na decisão e permitiram que a procissão fúnebre se realizasse.

Desde que, há um ano, um caso de violação coletiva e morte de uma estudante universitária de Nova Deli provocou indignação e um debate sem precedentes sobre a situação da mulher na Índia, que o governo reforçou as leis contra as agressões sexuais.
Brinda Karat, antiga deputada e uma das principais activistas dos direitos das mulheres na Índia, considera, no entanto, que a situação ocorrida em Calcutá é a prova de que pouco tem sido feito para proteger as vítimas de violência sexual.