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Letónia: Indústria agradece euro mas cidadãos receiam-no

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Letónia: Indústria agradece euro mas cidadãos receiam-no

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Este é um ano de forte impacto na vida da Letónia. Apesar de 60 por cento da população se mostrar contra, o país tornou-se no primeiro dia de janeiro no 18.o estado membro da União Europeia (UE) a aderir à moeda única, mas, perante a atual crise que afeta a zona euro, a consequente maior abertura ao mercado a acidente não parece satisfazer os letões.

Pelo exemplo de outros países, nomeadamente Portugal (desde 2002) ou mais recentemente a vizinha Estónia (2011), o quase certo aumento dos preços dos bens de consumo é a grande preocupação. A inflação prevista deverá subir, aliás, dos 0,3 por cento de 2013 para os 2,1 por cento este ano.

A economia letã era já a de maior crescimento entre os 28 e este ano, de acordo com a Comissão Europeia, deverá atingir os 4,1 por cento, mais três por cento que a média da zona euro.

Outro problema, contudo, é o desemprego. Embora com previsão ainda abaixo da média da zona euro (12,2 por cento), o valor de 10,3 por cento é ainda considerado alto pelos letões, que explicam a acentuada redução nos últimos anos (era de 15 por cento em 2012) com a numerosa emigração impulsionada pela crise de 2009.

Depois há o sistema bancário, repleto de depósitos russos de origem suspeita, um pouco à imagem de Chipre, cujos bancos tiveram de ser resgatados por fundos internacionais.

Numa altura em que celebra 15 anos de existência, o euro foi, por tudo isto, recebido com apreensão e muitas dúvidas pelos letões. Ter agora a mesma moeda que 330 milhões de outros europeus será, certamente, bom para a produção industrial. O investimento estrangeiro na Letónia sai facilitado e as taxas de juro baixam. Mas qual será, de facto, o impacto na carteira das famílias? É isso o que mais preocupa os letões.

E este é um problema que se vai colocar também em 2015 à Lituânia, o próximo estado membro a aderir à moeda única europeia.