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Africanos querem que Israel os reconheça como refugiados

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Africanos querem que Israel os reconheça como refugiados

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Milhares de imigrantes africanos voltaram a marchar esta segunda-feira pelas ruas de Telavive, passando junto a várias embaixadas ocidentais, numa ação de protesto contra a política de imigração de Israel.

No domingo, mais de 30 mil africanos, na sua maioria do Sudão e da Eritreia desceram às ruas da capital israelita para denunciar a recusa das autoridades em avaliar os seus pedidos de asilo e o facto de muitos serem colocados em centros de detenção por tempo indeterminado e sem qualquer julgamento.

Os imigrantes em situação irregular afirmam que são “refugiados” porque escaparam “à guerra” e ao “genocídio”. Exigem que lhes sejam concedidos os “direitos básicos dos refugiados, incluindo o direito ao trabalho, o direito à segurança social e à saúde” dado que terão de viver em Israel até que a situação na “terra natal mude”.

Em dezembro, o governo aprovou uma lei que autoriza a “detenção por tempo indeterminado” de clandestinos. O executivo afirma que a maioria dos cerca de 60 mil africanos que entraram em Israel desde 2006, “cruzaram a fronteira de forma ilegal” e que as autoridades estão a tentar “encorajar – e não forçar – a maioria deles a partir”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, considera que o afluxo de africanos é uma ameaça à estabilidade social em Israel.

Os críticos afirmam que a nova lei viola os direitos do Homem e o Alto Comissariado da ONU para os refugiados denunciou as “privações e o sofrimento” a que os migrantes estão a ser sujeitos.