Última hora

Última hora

Eleições mortíferas no Bangladeche

Em leitura:

Eleições mortíferas no Bangladeche

Tamanho do texto Aa Aa

A crise adensa-se no Bangladeche, oitavo país mais populoso do mundo, depois de um escrutínio boicotado pela oposição, marcado por duros protestos e uma violenta repressão policial.

Pelo menos 21 pessoas morreram nos tumultos durante as legislativas ganhas pelo partido no poder que não teve rivais em mais de 150 círculos eleitorais.

Só na capital Daca, a participação não foi além dos 21 por cento.

“Leio os jornais e constato que houve uma fraude massiva em Daca e que imensas pessoas foram mortas. para mim, isto não é aceitável”. afirmou um residente de Daca.

Quem também não aceita o que diz ser a falta de diálogo do governo é a oposição que já apelou a greves, pelo menos até quarta-feira.

A polícia empregou meios duros, como balas de borracha para conter a onda de tumultos. Várias urnas foram destruídas por multidões em fúria, descrentes no processo eleitoral.

O governo mostra-se inflexível e prometeu “eliminar qualquer militantismo”, a prioridade é, afirmou o ministro do Ambiente, “formar governo e conter a violência”.

A líder da oposição está em prisão domiciliária há uma semana.