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Maliki apela a habitantes de Falluja para "expulsarem terroristas"

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Maliki apela a habitantes de Falluja para "expulsarem terroristas"

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O primeiro-ministro iraquiano apelou aos habitantes de Falluja para “expulsarem os terroristas”, de forma a evitar um assalto do Exército.

A cidade, a 60 quilómetros de Bagdade na província sunita de Anbar, está sob o controlo de combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupo ligado à Al-Qaida.

Para complicar a situação, outro grupo autodenominado “Conselho Militar de Falluja”, de afiliação incerta, disse em comunicado que vai “punir as tribos que apoiam as forças sectárias do governo”.

Depois do Exército ter anunciado que preparava uma grande operação para tomar a cidade, Nuri al-Maliki fez o apelo aos habitantes de Falluja, explicando que deu ordem às suas forças para não atacarem áreas residenciais.

O primeiro-ministro xiita é acusado de marginalizar a comunidade sunita.

Para vários peritos, a intensificação da revolta na província de Anbar deixa o governo face a uma escolha crítica entre a reconciliação e a guerra civil, que poderia resultar de uma grande operação militar em Falluja.

Os militantes sunitas ligados à Al-Qaida controlam também uma parte da cidade de Ramadi, onde Maliki ordenou no fim de dezembro o desmantelamento de um campo de protesto, o que deu origem à vaga de violência.