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Mediação espanhola desbloqueia impasse no Canal do Panamá

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Mediação espanhola desbloqueia impasse no Canal do Panamá

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A mediação da ministra espanhola do Fomento, Ana Pastor, abriu a via à resolução do conflito no Canal do Panamá.

O consórcio internacional, liderado pelo grupo espanhol Sacyr, comprometeu-se a sentar-se à mesa das negociações depois de ter ameaçado parar as obras, a partir do dia 20. O grupo, que tem também como acionistas, a italiana Impregilo e a belga Jan de Nul, para além da panamiana Constructora Urbana, queixa-se de estar a suportar os sobrecustos do projeto, um buraco orçamental de 1,6 mil milhões de dólares.

Para Ricardo Martinelli, presidente do Panamá, o Canal é uma prioridade, e respeitar o orçamento inicial também: “O que mais queremos, todos os governos, é ver a ampliação do Canal do Panamá terminada, segundo os termos estipulados no contrato porque, como todos sabem, há uma nova geração de barcos de maior capacidade a ser construída.”

As autoridades garantem que tudo está em ordem e dizem já ter pago 62% do estipulado no contrato, quando dois terços das obras foram concluídos.

Pelos 80 quilómetros do Canal do Panamá transita cerca de 5% do comércio marítimo mundial. As obras visam permitir a passagem de navios de 12.000 contentores, o dobro da capacidade atual.