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Iraque: Partem as pessoas, chegam os tanques a Falluja

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Iraque: Partem as pessoas, chegam os tanques a Falluja

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Com a iminente batalha por Falluja, agrava-se a situação precária da população. Para aceder a gás e a bens essenciais, os habitantes deste bastião sunita, a oeste de Bagdade, formam longas filas nas ruas.

A cidade nas margens do rio Eufrates tem sido palco de confrontos entre rebeldes com ligações à Al-Qaida, que tomaram o controlo de Falluja, e as forças governamentais, que preparam um “assalto final” à cidade iraquiana.

O primeiro-ministro xiita, Nouri al-Maliki, quer evitar a todo o custo um novo conflito com os sunitas e tem adiado sucessivamente um “grande assalto” a Falluja. Esta quarta-feira, o chefe do governo voltou a “apelar à população e aos líderes tribais para se unirem na rejeição” dos rebeldes e reiterou a promessa de “não usar a força enquanto as tribos estiverem dispostas a lutar e a expulsar a Al-Qaida” da cidade.

Nos últimos dias, mais de 13 mil famílias fugiram de Falluja, segundo dados do Crescente Vermelho que já prestou ajuda a cerca de 8000 agregados familiares. Rumam, na sua maioria, a Kerbala em busca de refúgio. Trazem na memória os bombardeamentos e os combates na região de Al-Anbar, onde os aliados da Al-Qaida querem instaurar o Estado Islâmico sonhado por Bin Laden.

Partem as pessoas, chegam os tanques que preparam o “grande assalto” contra as posições dos rebeldes do Estado Islâmico do Iraque e Levante, que controlam Falluja e Ramadi.