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BCE mantém política inalterada inalterada e recusa "cantar vitória"

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BCE mantém política inalterada inalterada e recusa "cantar vitória"

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O Banco Central Europeu (BCE), pela voz de Mario Draghi, considera que “ainda é cedo para cantar vitória” em relação à crise e decidiu não alterar a política monetária.

A instituição manteve a taxa de juro de referência no mínimo histórico de 0,25%, tal como previam os analistas, mas está pronta a agir para fazer face ao risco de deflação que paira sobre a zona euro.

O presidente do BCE, Mario Draghi, recordou que o desemprego é ainda elevado, mas reconhece que há um regresso gradual da confiança. Mesmo assim mantém-se prudente: “A retoma está em curso, mas é modesta e frágil, o que significa que há riscos financeiros, económicos, geopolíticos e políticos que podem minar facilmente essa retoma”.

Graças aos sinais de retoma e com o BCE a reiterar que está pronto a agir se necessário e que vai manter os juros baixos por muito tempo, a confiança regressou ao mercado obrigacionista, com uma queda das taxas de juro e prémios de risco da dívida de Portugal, Espanha, Itália e Irlanda.

O presidente do BCE afirmou: “A confiança está a regressar de forma gradual. Deve-se, sem dúvida à ação do BCE, mas também à ação importante dos governos. Os países que realizaram uma consolidação orçamental e implementaram as necessárias reformas estruturais são os que tiram os maiores benefícios”.

O apetite dos investidores pela dívida europeia ficou evidente nos leilões desta quinta-feira.

Espanha vendeu 5,3 mil milhões de euros em obrigações a cinco e 15 anos. No caso dos títulos a cinco anos pagou os juros mais baixos de sempre: 2,38%.

No caso português, fala-se também de sucesso.

A procura no leilão superou três vezes a oferta.

Lisboa vendeu 3,25 mil milhões de euros de dívida a cinco anos, com uma taxa que deverá rondar os 4,6%.

No mercado secundários, as taxas a dez anos recuam, assim como os “spreads”, que atingem mínimos de 2010.