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Derrame químico num rio provoca emergência nos Estados Unidos

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Derrame químico num rio provoca emergência nos Estados Unidos

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Nove municípios da Virgínia Oeste, nos Estados Unidos, foram colocados em estado de emergência.

O derrame de 4-Metilcicloexano Metanol, um produto químico usado na indústria do carvão, contaminou a central de abastecimento de água potável na região, afetando cerca de 300 mil pessoas.

Devido ao perigo de ser prejudicial para a saúde se ingerida ou de provocar irritação da pele e dos olhos se houver contacto, as autoridades locais, nomeadamente o governador Earl Ray Tomblin, recomendam aos cidadãos que não abram as torneiras a não ser para usos que não envolvam o contacto com a água.

“Não usem a água, a não ser para o autoclismo ou para combater algum incêndio. Não a bebam nem cozinhem com ela. Não lavem a roupa nem tomem banho”, alertou Earl Tomblin, em conferência de imprensa, estabelecendo como prioridades de ajuda “os hospitais, infantários e as escolas.”

O diretor da Segurança Interna da Virgínia Oeste, Jimmy Gianato, garantiu, contudo, que o químico em causa “não é um produto demasiado perigoso no seu estado mais puro” e acrescentou que o mesmo “já foi diluído centenas de vezes.”

O próprio presidente norte-americano reconheceu o estado de emergência na Virgínia Oeste numa declaração emitida esta sexta-feira. Barack Obama ordenou mesmo o envio de “ajuda federal para reforçar os esforços de resposta das entidades públicos e locais” ao derrame do químico nas águas do Elk, que terá partido de uma firma de Charleston, a Freedom Industries. A empresa alegadamente responsável pela fuga do químico ainda não tomou qualquer posição sobre o caso.

O alerta de derrame teve origem numa denúncia às autoridades de um odor similar ao de um licor. Análises à água estão a ser realizadas com regularidade e, até ao momento, não há notícias de pessoas afetadas de alguma forma pelos químicos derramados.