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Festejos nas ruas de Bangui pela demissão do presidente da República Centro-Africana

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Festejos nas ruas de Bangui pela demissão do presidente da República Centro-Africana

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A notícia da demissão do presidente e do primeiro-ministro da República Centro-Africana foi recebida em festa, esta sexta-feira, na capital Bangui. Chegaram a ouvir-se tiros, mas terão sido apenas fruto dos festejos dos muitos que defendiam a demissão de Michel Djotodia do cargo de chefe de Estado daquele país.

A demissão, pedida pelo próprio, foi conhecida esta sexta-feira através do comunicado final da cimeira de dois dias realizada no Chade pelos países da África Central. A resignação de Djotodia terá sido precipitada pelas pressões dos líderes religiosos do próprio país, insatisfeitos pela falta de capacidade do presidente muçulmano em controlar os violentos conflitos entre fações étnicas e religiosas iniciados há cerca de dez meses, após o golpe de estado que conduziu em março à destituição do então presidente cristão, François Bozizé.

O conflito entre grupos rebeldes e militares nacionais intensificou-se no início dezembro. Só no último mês, segundo algumas estimativas, terão morrido na República Centro-Africana mais de mil pessoas e quase um milhão terão sido deslocados de suas casas.

Com o agravar da situação e após aprovação da ONU, o presidente François Hollande ordenou a intensificação do contingente militar da França naquele país africano. A presença gaulesa, porém, não é bem vista por todos na República Centro-Africana e pelas ruas são visíveis sinais dessa oposição ao presidente francês e respetivos militares.

José Pereira de Sousa, o cônsul português na República Centro-Africana, garantiu, por fim, à agência Lusa que os cerca de 20 portugueses que ali vivem estão fora de perigo e, apesar da ebulição política e violência nas ruas, não revelam vontade de abandonar o país.