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Agressões da polícia trazem de volta a Kiev protestos antigoverno

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Agressões da polícia trazem de volta a Kiev protestos antigoverno

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Milhares de pessoas juntaram-se este domingo na praça da Independência (Maidan) de Kiev. Depois de alguma acalmia pelo Natal (que na Ucrânia, pelo calendário ortodoxo, se celebrou no passado dia 7 de janeiro), os protestos antigoverno ganharam novo fôlego após a polícia de intervenção ucraniana, a “Berkut”, ter carregado sobre alguns manifestantes, que, na sexta-feira, protestavam contra a condenação por terrorismo de três ativistas.

Rosto forte da oposição ao atual regime do presidente Viktor Yanukovich, Vitali Klitschko falou com a euronews e concordou com a aplicação de sanções, mas para todos os que violem os direitos humanos. Governo incluído. “O ministro do Interior deve ser responsabilizado pelo recurso à polícia de intervenção. Pelo gabinete de ministros deve responder o primeiro-ministro. E pelos acontecimentos na Ucrânia deve ser o presidente a responder. Nós exigimos sanções para todos os que violaram os direitos humanos”, afirmou o líder do UDAR, o partido Aliança Democrática para a Reforma Ucraniana.

Um dos 10 manifestantes que acabaram feridos pela polícia nos confrontos registados sexta-feira à noite foi Yuri Lutsenko, antigo ministro ucraniano dos Assuntos Internos. A mulher do ex-ministro, a deputada Iryna Stepanivna Lutsenko, criticou igualmente o atual governo: “Este é um governo em sofrimento. Quando um poder se esconde atrás da ‘Berkut’, recorrendo à agressividade contra as pessoas, a conclusão que tiramos é a de que, embora tenha sido aberto um processo de investigação pela procuradoria, é claro que o presidente Yanukovich não vai fazer recuar os seus cães de fila.”

O enviado especial da euronews a Kiev testemunhou a concentração deste domingo em Kiev. “Depois de uma pausa para o Natal, o movimento ‘EuroMaidan’ está de volta por causa do ataque das forças de segurança contra manifestantes junto ao tribunal de Kiev, na última sexta-feira à noite. Contudo, nesta altura, a oposição ao governo pode repensar a estratégia política. E a comunidade internacional pode dar-lhes uma pequena ajuda”, considera Sergio Cantone, depois de avaliar o atual momento que se vive na capital da Ucrânia.